Mil em Uma

(Poema feito em homenagem ao Dia da Mulher - 2017)

Mil em Uma

Mulher é ventre infinito 
Um enígma fascinante 
Traz o universo consigo 
Numa barriga gigante 

É contrair, dilatar 
É força e expulsar 
É choro de vida 
E dom de gerar 

Às vezes sofre na lágrima contida 
No peito calada, a palavra reprimida
Mas, coloca a saia rodada 
E determinada, sai destemida 

Sexo frágil, Erasmo já disse 
Que é absurda mentira! 
Quem bem a conhece concorda, 
Ela é o ar que a família respira 
Mãos mágicas, 
Colo analgésico, 
Beijo terapêutico 
Habilidade telepática 
Sexto sentido profilático 
Tudo em alta concentração plasmática 

É abraço de laço 
E botão de emergência 
A chave-mestra 
Para qualquer intercorrência 

Mulher é pimenta, é mel 
Deusa, louca e feiticeira 
Recatada, do lar ou qualquer papel 
Que ninguém mais venha a se importar 
Que a mulher seja o que queira!



Música "Mulher - Sexo Frágil - 1Erasmo Carlos, 1981.