Mitos e verdades sobre o câncer de mama

O câncer de mama é uma das doenças que mais matam mulheres no mundo e a única forma de diminuirmos essa triste incidência é fazendo a prevenção.

Para essa doença, existem alguns fatores de risco que sempre são levados em consideração pelo seu ginecologista durante as consultas de rotina. Entre eles estão: ter a primeira menstruação muito cedo e a menopausa muito tarde, nunca ter engravidado, ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos, genética favorável, obesidade, tabagismo, consumo frequente de álcool, dieta rica em gorduras.

Devemos, todas nós, ficar atentas a esse assunto buscando mais informações e sempre fazer o papel de fiscais da saúde mamária de nossas mães, avós, irmãs e amigas propagando as informações que recebemos e lembrando todas as mulheres a fazerem a prevenção também.

Cada vez mais a mulher está deixando pra engravidar mais tarde e por menos vezes. Muitas nem amamentam ou o fazem muito pouco. O álcool e o cigarro estão sendo cada vez mais consumidos entre as mulheres de várias faixas etárias. Com essas mudanças da vida moderna o câncer também mudou e tem aparecido cada vez mais cedo.

Abaixo transcreverei perguntas e respostas divulgadas pelo site diarosa.com.br que são bem esclarecedoras e acrescentar alguns comentários meus.

1) Mulheres com menos de 40 anos precisam fazer exames preventivos?
    Sim. Embora a mamografia seja indicada a partir dessa idade, exames clínicos de rotina devem ser feitos anualmente com um ginecologista e ele vai avaliar quando fará a sua primeira mamografia e quando solicitará somente uma ultrassonografia mamária.

2) O auto-exame é a melhor forma de diagnóstico?
    Não. O auto-exame nem sempre detecta o câncer de mama e quando isso ocorre, o nódulo já não é tão pequeno, diminuindo muito a possibilidade de cura. Mesmo assim, faça regularmente a palpação das suas mamas, pois dessa forma você passará a conhecê-la e uma alteração, mesmo que pequena, de uma hora pra outra, você será a primeira a notar.

3) O câncer de mama pode ser hereditário?
   Sim. O histórico familiar pode ser um fator de risco, em especial para mulheres que tenham familiares de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) acometidas pela doença antes dos 50 anos de idade. Porém, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a cerca de 10% do total de casos diagnosticados. Na grande maioria dos casos confirmados, as mulheres não tem parentes com câncer de mama.

4) O exame de ultrassom substitui a mamografia?
   Não. A ultrassonografia é recomendada como um complemento ao exame mamográfico, para rastrear melhor alguma lesão duvidosa. Reservamos mais o exame ultrassonográfico para as mulheres que tem as mamas mais densas ( principalmente as jovens e aquelas que nunca amamentaram)pois estas dificultam a visualização total pela mamografia. Mamografia + Ultrassonografia = aumento da eficácia em rastreamento de lesões mamárias, sejam elas malígnas ou não.

5) Todo tumor é câncer?
   Não. Tumor quer dizer qualquer aumento de volume desenvolvido em qualquer parte do corpo. Quando esse aumento ocorre de forma organizada e não atinge os tecidos vizinhos, o tumor é benígno e não é um câncer.

6) A mamografia é a maior garantia de diagnóstico precoce de câncer de mama?
   Sim. O exame mamográfico é indispensável e sem dúvida o mais indicado para obter um diagnóstico precoce da doença, aumentando assim as chances de cura.

7) Câncer de mama tem cura?
   Quando ele é diagnostica precocemente, há até 95% de chance de cura e daí a importancia da mamografia.
Lembre-se: o câncer de mama pode se manifestar de diversas formas, mas é importante lembrar que pra todos os tipos existe tratamento. Caso receba um diagnóstico positivo, é essencial que você converse com seu médico sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas ao seu caso.